segunda-feira, 11 de outubro de 2010

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Meu corpo é palimpsesto onde apago e reescrevo as coisas da vida sem escapar das manchas do passado nele e das projeções brilhantes do futuro dele. Escuto com afinco o que esses músculos falam e como a minha medula óssea se move desperta em-mim o sorriso de um pássaro de cor azul metálico que tem o bico amarelo e as asas feita de ar com doce de leite. Espero de manhã acordar diferente e meu corpo diz umas duas flores vermelhas bem forte. E dai penso no quanto não sei de mim mesmo e caio num tumulto ultra violeta sem começo nem fim e as minhas redondas partes do corpo saem girando desapegadas de mim e se desmancham num copinho de café com leite e um pedaço de pão bem calmo e ressonante com os meus dentes que me olham com apetite e brincam com a língua fazendo surgir um pega pega de sensações aparentemente conhecidas mas que ainda são novas para a minha gula que morre a cada dia com o ataque surpresa do meu urubu da verdadeira razão que a cada dia deixa menos carniças na cidade corporal da minha entidade gente no mundo terra, agua, ar e fogo. Meu corpo, agora é de manhã e as minhocas que eu crio estão comendo ouro e furando a luz.

3 comentários:

Lígia Aggio disse...

Rapha, que que cê tomou, brother? rsrsrs... aiai, esse ficou doido demais, brother, rs...

mas tudo bem, parece que eu vi uma cegonha passar voando... talvez isso explique um pouco do grau avantajado da viagem!

precisamos nos encontrar, hein!
beijão

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

tomei alegria!
ra ra ra!

sim hermana, saudoso saudoso estou das nossas conversas... e tenho uma grande novidade! grande mesmo!

UZ UZ UZ UZ UZ UZ eu quero mais É LUZ!

Victor Jabbour disse...

Salve, amigos de Grão!
Quanto tempo sem falar/ ver vocês!
Rapha, como sempre, na liberdade total de pensamentos!

Preciso aprender a viajar tb!

E quando será o próximo e aguardado encontro de Grão!

Bjoss e abrax, meus amigos!