quinta-feira, 22 de abril de 2010

Doce Rendição

Teus braços, pernas e teu coração,
Era como te enxergava em pedaços,
Partes de um todo ininteligível,
Como se pudesse te provar em doses,
Embriagando-me como um boêmio infermo,
Carregado de sonhos vaporosos.

Quando dei por mim, tu estavas lá, linda,
Íntegra, desnuda de corpo e alma,
Usurpando meus ideais mofados,
Podia tocar-te, tentar teu sexo,
Na volúpia insana e perpétua do agora.

E o mundo todo parou para me olhar,
E o mundo todo parou para me escutar,
Na overdose de mim mesmo, entreguei-me,
À minha doce rendição...


PS: porque no fundo, o que se aprende mesmo é no aqui-agora, consigo mesmo...

4 comentários:

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

agora e aqui. †ão simples. tão grande. tão assim misterioso e revelado... esta noite sonhei que estava escrevendo e agora li teu texto e aqui sonho e realidade se misturam e não sei definir mais nada.

Victor Jabbour disse...

Será a sintonia, Rapha?
Vai saber! Ando há tanto confabulando sobre isso, mas só nesses últimos trinta dias é que pude de verdade mesmo sentir isso e VIVER esta situação.

Vou te falar, meu amigo: não há nada igual, não há nada melhor.

Talvez o grande mistério-desafio desta vida seja estar nisto quase o tempo todo, numa CONTINUIDADE do SER e dos sentimentos.

Vamos em busca?!

Tô dentro!

Abrax!

Suellen disse...

Intenso.

Isabela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.