terça-feira, 27 de abril de 2010

ditado pelo poeta no dia da sua morte




É talvez o último dia da minha vida.

Saudei o sol, levantando a mão direita,

Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus.

Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.
alberto caeiro



"hanami - cerejeiras em flor"

3 comentários:

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

Morrer é natural e Bom!
Assim como viver É.

Sim?

Josa disse...

pois sim!

eternamente. palavra tão dura. tem um T granítico no meio...

abração

Isabela disse...

Lindo texto! doce como a vida e intenso como ela deve ser aproveitada!