terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tormenta (caos em movimento)


Lábios, histórias, destinos e desenfreio,
Tudo reunido numa dança de explosões incontáveis,
Fevereiro, que me lembra um março já esquecido,
Em incontroláveis sensações lançadas em mar aberto.

Às vezes penso em te dizer tudo o que nasce nesses campos,
Verbalizar o tudo com o nada que vez ou outra me transpassa,
E as palavras vêm de manso, uma a uma, como peças marcadas,
Pelo desejo de acontecerem por si, unidas pelo laço da espontaneidade.

O acontecer é belo e tão incorreto quanto nossos pensamentos,
Que cheio de movimentos nos arremessam como foguetes,
Cometas de luz e chamas, corações em pura dispersão.

Ser é a magia do encontro na incerteza duma tormenta,
É o desaguar solene, puro e leve em rios escuros,
Puros de paixão, neste caos (em movimento).
Crédito da imagem à artista australiana Corinne Jordan-Ivers
Picture´s credits to the australian artist Corinne Jordan-Ivers

4 comentários:

Bela disse...

Sempre há aquelas histórias que são verdadeiros vulcões em nossas mentes e corações, né?

Não sei o que marca mais: os amores tranquilos ou o "caos em movimento".

Tema complexo esse abordado pelo seu poema, por que, no fundo, acabamos oscilando entre o sentimento do passado,os dilemas do presente e as dúvidas do futuro, e, mesclando tudo isso, sentimentos nostalgia e vontade de dizer coisas "aparentemente" já resolvidas...Mas, no fim, será que pensaríamos assim se estivéssemos em um estado de repouso e tranquilidade ou tais reflexões são apenas fruto do nosso caos mental?

Difícil avaliar tormenta quando se está no olho do furacão!

Bela disse...

Adorei o poema, tive que relê-lo várias vezes para captar a essência!!!

Lindo, Lindo, Lindo!!!

=)

Victor Jabbour disse...

Bela!
Obrigado por sempre estar presente neste nosso espaço!

De fato, você captou bem a essência do que se passava quando escrevi.
O que mais me fascina é a improbabilidade total da vida. É engraçado notar pessoas "lógicas", tentando fazer da vida uma equação babaca do tipo 2+2=4. Não! Para mim, a vida é tão irreverente e absurda quanto um 2+2=6 ou às vezes, dependendo do nosso desânimo injusto frente às coisas, 2+2=3,5.

Talvez seja essa cinética louca, este caos que nos põe em movimento!
E que graça teria se soubéssemos cada passo antecipado?

E na tormenta, nós estamos!

Bjoss! Obrigado sempre!

Lígia Aggio disse...

mui belo

sempre mandando ver, esse rapaz

de olho no olho do furacão!