quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Prisão de Vidro

II. Restauração



Os olhares serpenteiam laconicamente
Entregam desejos tântricos reprimidos
Há tanto abandonados em desuso,
Abarrotados na lama coloquial e indecente
De um cotidiano flébil e em vão mecânico.
Há moradas fora daqui?
Pergunto-te ávido, em busca de ar.
Um aceno positivo, já cansado, desponta.
Não há dia, não há hora, nem lugar.
A espera de um novo sol regenera-te com fulgor,
Das máculas e dos estáticos de dor.

2 comentários:

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

SIM!

Há SIM!

mas parece que cada um tem que se virar pra criar sua morada... vamos ver!

continue!

Victor Jabbour disse...

Sim, Rapha, há de ter!

Vou continuar, as ideias vem vindo.
Não se demorem também a comporem novas ideias, novos pensamentos.

Vamos todos, juntos!

Obrigado, amigo!

Abraço!