quarta-feira, 8 de julho de 2009

A História que reconta a própria história...

Quem nunca olhou para trás e percebeu o quanto se desmantelou por algo ou por alguém? E que hoje repensa e nota que não era bem assim? Bom, não posso me isentar disso, pelo menos pelos próximos anos (ou próximas linhas, como convir).


É uma história recente, mas que teve muito pra contar. Talvez o Josa, que já partilhou comigo histórias semelhantes, possa entender mais de imediato.


Recombinem as letras do título destes versos e encontrem o nome da "musa" na ocasião...Rsrs!


A terna

Invólucro da face que não me pertence,
Sobrevoa pelos cantos, na sala vazia.
Fora dos alcances humanos.
Meu que não pode ser, etéreo
E a todo instante, bocas se abrem,
Sussurram, sorriem, renegam verdades
Inescrupulosas, desusos do mau uso,
Desse sonho que se eterniza sem horizonte.
Não se concretiza, porque não existe,
Mas diz tudo, não traz nada,
Leva a paz donde antes havia sol.
Hoje chove porque purifica.
Purifica idéias, atos, teu rosto,
Cristal que não toco, nem ajeito,
E no azul morre, no azul fica.
Só olho, porque o futuro não me pertence
Está no invólucro da face que não me pertence
Pelos cantos, na sala vazia...

4 comentários:

Rapha disse...

renata
renasce
ainda que morra não morre né?

Victor Jabbour disse...

É isso ai, meu amigo...!
É engraçado, quendo lia isso anteriormente, naquela ocasião, feria um pouco.
Hoje, vejo com muita tranquilidade e segurança. São fases que temos e devemos nos respEITAR.
Paz!

Rapha disse...

o tempo dilui muitos sentimentos eu acho. sinto. mas tem alguma coisa que não se dilui nunca e é nisto que eu vivo a mergulhar... mas nunca sei me explicar...
Paz brother!

Victor Jabbour disse...

Acho que é uma certa essência que não podemos negar, uma origem comum, com a qual nos encontramos e reencontramos o tempo todo. É a grande Razão para nos movermos e continuar mergulhando, como você disse.
E que seja assim, eterna, a vontade de mergulhar...
Abrax!