segunda-feira, 10 de maio de 2010

Se ela ousar




Quando digo que não quero saber,
É porque no fundo morro de curiosidade,
De conhecer todos os teus passos,
Onde se escondem os teus desejos,
E por que não compartilhar dos teus espaços?
Mas, é quando tu ousas é que me perco.
Perco os compassos do meu tempo,
De Moderado a Presto, disparo em tua busca,
Que me abandona em tons menores e cinzas,
E as dissonâncias me perseguem em fuga louca.
E não entendo como sozinha podes tudo,
Sem pedir licença, desapropriando meus sentimentos.
Juro que não me entrego mais aos teus dons,
Nem que tua boca peça suplicando,
Em todas as línguas loucas, para me beijar.
Não desta vez, não haverá uma trégua...
Ah, mas se ela ousar...


Victor Jabbour - 10/05/2010

4 comentários:

Isabela disse...

Aiii, que lindo teu poema!!!

Victor Jabbour disse...

Grazie, bella!
Talvez sejam dias novos de inspiração voltando!
E vamos em frente!

Bjoss!

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

Adorei a tesão da boca dela no final... "se ela ousar" é foda hein!?

Poeticamente grato de fato neste ato!

Victor Jabbour disse...

Valeu, Rapha!
Ainda bem que consegui conjugar bem a ideia imagem-texto!
E temos que ousar mais, esta é a verdade!
Rsrs!

Abrax!