sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

adiamento


Adiar é simplesmente estupidez. Amanhã também será necessário decidir; então, por que não resolver hoje mesmo? Você acha que amanhã estará mais sábio do que hoje? Você acha que amanhã vai estar com um vigor maior do que o de hoje? Você acha que amanhã estará mais jovem, renovado em relação à hoje?

Amanhã você vai estar mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você vai estar mais experiente, e a sua capacidade de dissimulação será maior; amanhã a morte chegará mais próximo -- você começará a titubear e a sentir mais medo. Nunca deixe para amanhã. Quem sabe? O amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se é preciso decidir, decida agora mesmo.

O dentista Dr. Vogel tinha concluído o exame de uma bela e jovem cliente. "Srta. Baseman", ele disse, "acho que terei de arrancar os seus dentes do siso!", "Minha nossa!", exclamou a mocinha, "seria preferível parir um bebê!". "Bem", disse o Dr. Vogel, "quer decidir logo para que eu possa acertar a posição da cadeira?"

Decida! Não continue adiando indefinidamente.





A mulher desta carta está vivendo em uma paisagem cinzenta, povoada de nuvens irreais, nitidamente recortadas contra o céu. Através da moldura de janela ela pode ver cores, luz e vida; e, embora quisesse escapar por ali -- o que se percebe pelas cores do arco-íris em sua roupa -- ela não é capaz de fazer isso. Há ainda em sua mente muita elucubração do tipo "mas, e se...?".

Dizem que o amanhã nunca chega, e não importa a freqüência com que isso é repetido, parece que a maioria de nós tende a esquecer a verdade contida nessa frase. De fato, a única conseqüência certa de adiar as coisas é o tédio e a depressão nos dias de hoje, um sentimento de incompletude e de limitação. O alívio e o desenvolvimento que você sentirá quando puser de lado todos os pensamentos de indecisão que o estão impedindo de agir agora, farão com que você se pergunte por que esperou tanto tempo.





"Onde há flor, aflora a luz!"
(Meishu-Sama)

cerejeiras em flor são das coisas mais belas e efêmeras que há
assim como o hoje, assim como o JÁ
assim como os encontros, o presente e a vida
o LÁ e o amanhã podem não mais existirem
não tome a vida como coisa garantida
entenda a efemeridade das flores

que o presente seja nossa maior benção espiritual!

VIVA O AQUI AGORA!

VIVA!

que novas flores possam brotar em um jardim chamado entrega,
regado com o coração e iluminado pelo equilíbrio







O butô nos diz, como Vinicius, que tempo de amor é tempo de dor.

Essa arte oriental, simultaneamente tão dramática e serena, com sua leveza intensa expressa a bela e brutal fatalidade do presente. É uma dança em louvor à vida!

Tempo bem vivido torna-se vívido, torna-se templo do agora.


4 comentários:

Lígia Aggio disse...

em eterna gratidão ao oráculo-espelho-mágico Tarô Zen do Osho

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

nem sei o que dizer... vou arrumar meu quarto: agora e ficar AQUI sempre.

Cheio de Vázio e Gratidão!

Paz

Victor Jabbour disse...

Amanhã é fuga, amanhã é entrave, amanhã é nunca mais!

Viver no hoje, no aqui e agora, é o maior desafio que o homem tem na vida.

Soltar as rédeas do passado, deixar o futuro acontecer naturalmente.

E vamos em frente!

Lígia Aggio disse...

esclarecendo novamente: o texto inicial deste post, que termina com "... se pergunte por que esperou tanto tempo.", logo acima da imagem de cerejeiras em flor, é também o texto correspondente à meditação de uma das cartas do Tarô Zen do Osho, neste caso, a carta chama-se "adiamento", também um arcano menor, o número 4 do naipe das nuvens, correspondente à mente.

agradecida pela conexão, irmãos!