quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Existência (Essência)



Para te dizer tudo o que há em mim,
Primeiro preciso vivenciar o nada.
O que consome, o êxtase da ausência,
O invisível que te move em transe.
Para entender o que há entre nós.
Busco a essência daquilo que não posso nomear,
Do terrestre e do vago de nossa existência,
Tão belos e intransigentes que faltam palavras,
Palavras vivas, palavras tortas,
Palavras mortas.
Para expressar tudo que há dentro de mim,
Precisaria de um novo universo,
Novos chavões, novos postulados.
Para que tudo perca o sentido.
Para que tudo recrie o anteontem.
Para que o novo vire o velho...
...de novo.

2 comentários:

Rapha disse...

Sim, tô o mesmo sabe... a unidade multipla que somos reverbera-me a coisa assim igual e diferente a esta poética granulada granulosa...
Que os deuses salvem a Existência de se Viver!

Grato.

Victor Jabbour disse...

Rapha,
às vezes sinto que para sabermos viver mlehor, temos que abstrair certas coisas que nós são impostas dentro da insanidade que é nosso dia-a-dia. É o único modo que eu enxergo. Também percebo que você já vive assim e trabalha esse aspecto com muito mais facilidade. Quero adentrar essa condição! Pretendo abandonar esse estilo de vida massificado e saber contemplar o que a vida pode nos oferecer.

Estamos juntos!

Grande abrax!