quinta-feira, 27 de agosto de 2009




In-cons-(ins)tante

Um dia já fui calmo,
Nos recôncavos dessa vida.
Meio bem, meio mau,
Meio ao meio,
Sem palavras, por inteiro.
Ora correnteza, ora transição,
Cheio ou vazio,
Sem dublagem, sem tradução.
Somos, pela falta de ser.
Existimos, pelo confluir da estrada.
Desejamos, para dar cor ao horizonte.
Nos deixamos, pelo culto ao nada.
Seguramos, para nos largar aos montes.
E quanta ideia já se deu no vaivém frenético,
Dessa mudez que nos transforma em pretéritos imperfeitos,
A cada luz e a cada dia, com ou sem efeito?
Quem me dera uma nova era,
Que gera,
Regenera,
Já era!

6 comentários:

Rapha disse...

Nossa que firmeza mano!
adorei!
F l u i!

Rapha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Victor Jabbour disse...

Gracias, meu amigo!

ligia.aggio disse...

"Desejamos, para dar cor ao horizonte.
Nos deixamos, pelo culto ao nada."

ééééé... bem isso

muito bão, colega de grão!

Victor Jabbour disse...

Busca vida, cara Ligia!

Viajando a imensidão, vamos semenado...!

Josa disse...

amigo victor,

muito especial mesmo...!

abração!