sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

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Queria morrer tão bem morrido que não restasse de mim nem uma só lembrança no mundo ou em qualquer outro lugar. Um esquecimento maior que o sono mais profundo. Por quê? Para eu conseguir superar o maior grau da experiência viva. Atingir o inexprimível poder do silêncio absoluto. Para mim tanto faz se haverá tristeza ou prazer nessa morte. Só é essencial para mim o máximo da vida, e, nesta "morte" eu o encontrarei certo de estar no interior daquilo que criou as leis universais e todas as vísceras. Uma morte plenificante, ato de um instante perenemente ejaculatório e vázio. A plenitude que eu desde o feto almejo vivenciar para sempre e jamais saberei dizer algo mais sobre esta -morte- tão linda e inclassificável.

4 comentários:

Cassandra Mello disse...

e o que o ser na morte tem a ver com o baobá?

o silêncio absoluto?

ah, a mim cabe saber morrer todos os dias.

Rapha disse...

não sei dizer.

jholland disse...

Como disse um monge Zen, "o difícil não é morrer, mas continuar morto".
Muito bom o seu Blog.
"No instante presente..."
Abs
José Luiz

Rapha disse...

Á rá! Muito obrigado no já agora!
Abraço José Luiz!