sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

4 comentários:

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

a mão da cobra um rabo de homem no círculo perfeito negro, serpentoso pelo gozo do vermelho no fundo branco de todas as cores SER-Pente ou escova, tudo se alisa nesse ciclo de fios cósmicos certeiros, a poesia da volta do retorno da comida na boquinha... A pessoa de terno preto entregou ou quer pegar a fruta com o sorriso de veneno que é a própria cura para o ataque certeiro da víbora? O UM nova-mente retorna, eu vou também. Eu quero mas não quero... Me dá um pedaço?

Lígia Aggio disse...

um pedaço só?
eu pediria a maçã inteira... assim como daria inteira também... assim como dividiria com todos do mundo!

fruto proibido ou fruta da vida?
essência sexual ou maçã do amor?

nem pecado, nem virtude
nem inocência, nem perversão

a mão do homem
a boca da serpente
o círculo divino

o próprio Deus Humano a se manifestar, a se alimentar

instinto e sabedoria
circulando no negro, no vermelho, no branco

no inteiro, no vazio, no constante, no inconstante... no eterno fio de ir e vir sem fim

maça sagrada
que seja eternamente consagrada
e que todos se envenenem de amor e vida para todo o sempre
amem



"Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

[...]

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia...

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno
anti-monotonia..."

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

no teco esta o todo... onde pouco é tudo nada falta.

AMOR

Lígia Aggio disse...

"meu senhor Juramidam
me ajudai nessa passagem
de repente nada é tudo
e de repente tudo é nada"

amor SEMPRE