quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sampau sob a chuva, virou flor...

Fiquei sabendo
Sei lá talvez
Que a primeira flor
Nasceu a milhões de anos atrás
Neste mundo...
Hoje em São Paulo sob a chuva novamente
Fora o castigo das enchentes
Eu vi a cidade toda em flor
A cidade de verdade virou uma flor
E no pantano urbano suburbano
Humano sub humano
Um cheiro
Um aroma unia a nossa contradição
Eu morria junto a dor das pessoas
Que se perdiam em si mesmas e nas suas coisas que se iam.
A dor e o consolo de quem tem uma cama quente
Ao lado dos mortos de fome aqui em frente
Tudo muito rente
Eu não consegui ver outra coisa a não ser a flor molhada
Sem culpa
Sem explicação
Sem correção
Nesta corrente
Ela era linda e transformou a cidade num deslumbre.
Era uma flor pra lá de lótus
Eu nem sei se isso foi feliz, bom ou ruim
Mas eu vi essa flor e aqui precisei dela falar.
Agora me falta o ar...
Aguardo Deus nos meus sonhos
E durmo achando que neste sono vou despertar para um novo mundo
Onde a água da chuva não traga problemas
Para a flor da existência em São Paulo
Ou em qualquer outro lugar.
Voltou o ar
Vou me deitar.
Morfeu me guarde nos braços
E nas flechas de Eros quero voar.

4 comentários:

Lígia Aggio disse...

ô, meu querido, me diz, que é que eu faço contigo?

amigo, mais que amigo!

uma flor roxa, pela qual vou sempre rezar...

Raphael de Souza Araujo Lima disse...

Me coloca ai sempre nas tuas orações.
Que o mais vem a reboque.

Muita luz de amizade
Em verdade
Em verdade.

Isto, este o nosso visto... Podemos viajar...

NO AR.
Gravando!

Victor Jabbour disse...

Rapha,
Palavras tão belas, um âmago triste.
A vida é assim tão arrítmica, mas guarda tantas belezas!

Nos brinde sempre com essa essência!

Grande abrax!

óli de castro disse...

lindo, Rapha!